domingo, 23 de outubro de 2011

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - Saberes Necessários à Prática Educativa - PAULO FREIRE

Capítulo 1

Não há docência sem discência

     O assunto a ser tratado à seguir, será sobre os saberes indispensáveis à pratica docente de educadores (as) críticos, progressistas e conservadores.
     Caberá ao docente posicionar-se à respeito de qual prática educativa lhe caberá na sua perspectiva de trabalho e somente com o tempo é que ele vai aprimorando os seus saberes; errando e acertando. É preciso sempre está atualizado em seus conteúdos. (Pag.11)
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UM DESSE SABERES INDISPENSÁVEIS:

     Ensinar não é somente transferir conhecimento; é criar um ser pensante que tenha possibilidades de produzir ou construir através dos ensinamentos.
     Quem ensina aprende; e não existe aprender sem ensinar.(Pag.12)
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     Para ser verdadeira a prática de ensinar e aprender é preciso: diretiva, política, ideologia, gnosiologia, pedagogia, estética e ética, decência e serenidade.
     O ser-humano não é uma máquina com controles pré-estabelecidos, mas está apto a aprender;  é preciso não fazê-lo uma cópia de um outro modelo.
     Critica-se a educação bancária, pois esta deforma "poda" a criatividade do educando e do educador.O educando sofre pois não é preparado para resolver situações complexa. O aluno deve manter aquela "rebeldia" que aguça a sua curiosidade e o torna um ser indagador e assim imuniza o poder apassivador do "bancarismo".(Pag13)
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     1.1 Ensinar exige rigorosidade metódica

     Para haver democracia no processo de aprendizagem, o educador precisa reforçar o senso crítico do aluno, sua curiosidade e sua submissão. É dever do educador trabalhar a rigorosidade metódica com que devem se "aproximar" dos objetos cognicíveis. Mas nunca com o sentido de discurso "bancário".
     O professor precisa está atento para não tornar-se, um simples memorizador de conteúdos, pois cabe à ele buscar informações, conteúdos, situações atuais, pois não basta falar bonito perante aos seus alunos, sobre assuntos que eles não estão habituados.
     Cabe ao educador não apenas ensinar conteúdos, mas também ensinar a pensar de forma correta.(Pag.14)
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     O educador precisa buscar em suas leituras a veracidade dos textos, pois assim cria-se um "elo" entre o leitor e a leitura; assim se dá a compreensão automática pois esta se torna parte dele.
     Pensar certo é ser puro sem ser inocente, ter ética e não achar-se já conhecedor de tudo.
     O professor que pensa certo, consegue transmitir aos seu alunos a importância de estarmos no mundo e o poder que temos em conhece-lo.(Pag15)
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1.2 Ensinar exige pesquisa

     Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.
Ensino porque busco, indago, e questiono. Pesquiso para constatar o meu ponto de vista, intervir e me educar  e acabo conhecendo o que ainda não sabia e transmito o conhecimento ao próximo.(Pag.16)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------1.3 Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos

     É preciso observar os alunos através de uma ótica humanista, e tanto a escola como o professor precisa respeitar os saberes daqueles que possuem um nível social  e intelectual mais baixo. Travar discussões  em sala de aula ,à respeito das necessidades onde eles vivem ,e incentivá-los à praticas que beneficiem.(Pag.16)
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1.4 Ensinar exige criticidade

     Somente com a criticidade conota-se os achados de maior exatidão.
     A curiosidade ingênua é que nos remete a uma busca mais aprimorada do objeto em questão.(Pag.17)
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 1.5 Ensinar exige estética e ética   
      É preciso consiliar as duas formas para não cairmos na tentação de sermos impuros ou indecentes, perante o nosso pensar crítico. O Aprendizado deve se dar respeitando a natureza do ser humano e sua formação moral.(Pag.18)
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1.6 Ensimar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo

     Deve-se ter cuidado com os temas abordados com os alunos exemplo: políticos, culturais, para mais tarde não nos vermos enredados em nossas prórias palavras; ora diz uma coisa ora outra.(Pag.19)
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1.7 Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação  

-Arriscar-se é ir contra as regras estabelecidas por um padrão de leis e moral;
-Inovar, não cair na mesmice já postulada, ser criativo, envolvente.
-Discriminar...assim como arriscamos, inovamos poque não mudar o padrão de exemplificação; expondo  raças, religião e tudo mais que de um modo "velado" é discriminar e mantém essa chama do preconceito sempre viva.(Pag.20)
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1.8 Ensinar exige reflexão crítica sobre a pratica

     Somente assim se corrige e aprimora-se a próxima prática.(Pag.22)
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1.9 Ensinar exige reconhecimento e a assunção da identidade cultural
    
     Isto significa a própria aceitação aluno-professor dentro de um ambiente de aprendizado.
     É ser como um "corpo" onde todos tem sua importância.(Pag.23)
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     No Brasil das diferenças sociais ,é preciso está atento, para não excluir de forma inconsciente, aquele que tem menos "bagagem cultural" o processo de aprendizagem precisa se dar democraticamente.(Pag.24)
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     O bom educador causa admiração no aluno e torna-se um exemplo a ser seguido ao longo da sua vida.(Pag.25)
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     O verdadeiro aprendizado; é aquele que o aluno compreende que sua insegurança perante ao novo será suprida pela segurnaça de um bom ensinamento, com o exercício da criatividade, com a curiosidade e nunca deixar o docente achar-se satisfeito e instigá-lo a sempre buscar mais.(Pag.26)
  

sábado, 8 de outubro de 2011

ESCRITORES DA LIBERDADE

     A escola que deveria ser uma intituição imparcial e provedora de progressos; se mostra  indiferente com o futuro daqueles jovens. Os dirigentes da escola representam só uma intituição gorvenamental seguindo uma cartilha.
    Fica claro que a motivação e a inexperiência da professora, que com seus ideais de recém-formada quer implantar tudo que ela aprendeu nas teorias; pois na prática seria bem diferente e ela teve que adotar métodos que talvez nehuma teoria explique, o de  se reportar aquela realidade em que ela estava trabalhandoe se reestruturar no seu modo de ensino.
   Como eu; ela fala nos seus ideais de promover a igualdade através do ensino.Ela diz: "a justiça não se faz só nos tribunais mas se pode começar em sala de aula".Talvez os tribunais não estariam cheios de processos de pessoas que vivem a margem da sociedade. E por que será que elas estão assim? o que lhes faltou? todos nós nascemos da mesma forma?
    Para a professora  em seu primeiro dia de aula é igual a "quebrar o gelo" como acontece com tantas pessoas ao iniciar qualquer coisa nova, talvez seja bom ou ruim é uma incógnita e diante disso é que tomamos uma posição de como nos comportaremos dali em diante.
    È difícil ir contra o sistema que todas as instituições tem, mas se temos ideais não podemos nos intimidar e esquecermos o que nos moveu até aquele objetivo e lutarmos, nunca desistir de mostrar idéias, estratégias que possam elevar o modo de ensino.
    Não adianta querer implantar teorias, estudos, práticas sem ao menos conhecer a realidade em que se vai trabalhar, pois estaremos lhe dando com vidas humanas cheias de histórias e estótórias, que precisamos nos interar antes de formularmos uma métodologia sem desreipeitar as sua indentidades pessoais.
    Ela desmitificou o que foi passado por seu pai como regra: "que tem sempre que esta pronta para a guerra", mas que tipo de guerra esse pai passa pra sua filha? a sua experiência de vida ?que não à deixa viver as suas ´próprias experiências; pra ele todos são inimigos e que precisam ser combatidos e ela se vê presa à esses conceitos do pai, mas com a vivência escolar ela descobre outros meios de ver a vida e se humaniza com as outras histórias.
   È muito dificil estabelecer diretrizes a respeito de como irá se direcionar o modo de ensino precisamos do primeiro contato pra tomar uma posição a rspeito disso, mas com ceteza gostaria de implantar um ensino totalmente diferente do que aprendi, do que o mundo ou a sociedade as instituições  exigem; será que não sertia a hora de guardamos as "cartilhas" e termos uma visão real do que estamos vivendo e preparar esses jovens pra isso tudo que esta sempre sofrendo modificações; será que não estamos nos distanciando do lado humano e colocando todos numa mesma forma.
   Para que haja respeito jamais deve existir o preconceito. Gostaria de contar uma conversa de um pai com uma filha:
    -  Um homem classe pobre, operário, pai de 7 filhos com grau de instrução antiga 4º série, que sua única herança para os seus filhos seria os estudos falou o seguinte:
    - Filha se nas, escolas não se falasse mais que o "negro foi escravo" os nazistas sofreram holocausto por causa de um doido que acreditava em uma raça "pura", os índios  foram preguiçosos para o trabalho e tantas outras coisas que insistimos em enfatizar durante os ensinamentos serà que não chegaria uma hora que tudo isso não seria mais lembrado e as novas gerações realmente se veriam como todos iguais?
    Essa é a grade questão que me move, pois esse homem é meu pai. Até onde somos culpado a nível de preconceito?O que estamos fazendo para acabar com ele?
     O preconceito naõ é algo que se possa viver sem demonstara nenhuma reação; ou voçê apoio-o ou é contra e no filme quem mais tinha a obrigaçâo de dissociá-lo o promovia. Gostei muito de uma teoria que li em psicologia onde considera todos como uma  "tábua rasa"; pois acredito que todos chegamos como uma folha de papel em branco nessa terra, e a história somos nós os mais experientes que vamos passar aos mais novos. Me reportando a sociologia que fala de uma educação mítica.
    -As intituições tem como dever promover o aprendizado e não cumprir só uma estatística gorvenamental, de números, índices etc...Não se pode negar ao aluno conhecimento, ainda mais quando ele é disposto em forma de livros ou outros objetos que vão melhorar sua evolução estudantil.
    Eu estudante do primeiro semestre de Pedagogia tenho e trago comigo a palavra "REVOLUÇÃO" inovar, criar espaços, entender a realidade em que se vai trabalhar, ser humano; esses são os pré-requisitos que carrego comigo e o resto venho adiquirindo a cada dia que frequento a faculdade, onde muitas vezes me questiono será isso EDUCAÇÃO?
    Se você professora Sandra for perguntar ou pedir para que cada aluno seu faça um "diário" onde podesse ler as histórias pessoais de cada um de nós, se surpreenderia, pois todos nós não só na documentação que temos identidade; nós somos histórias e parte dela.